Mundo Positivo

Março 2, 2012

Numa altura de crise, em que persistentemente os media nos fazem crer que é mais negra que a noite, é bom quando surgem projectos como este Mundo Positivo. Tudo fruto da incansável vontade do meu amigo Camilo Oliveira, um desses idealistas que faz acontecer e de quem este país tanto necessita. A leitura despretensiosa  tem o condão de deixar bem disposta a mais carrancuda das alma.

Recomenda-se a leitura e o exemplo. Mais houvessem.

Mundo Positivo – Semanário Gratuito de Notícias Positivas


Crónica de um amor bonito

Novembro 17, 2011
English writer Elizabeth Bibesco née Elizabeth...

Image via Wikipedia

História de um grande amor este Domingo na Crónica do El Mundo. A relação secreta e pouco provável entre a Princesa Bibesco e José António Primo de Rivera. A Princesa “vermelha” e o fundador e líder da “Falange” espanhola.

Bonita mesmo de se ler quer pela intensidade do romance quer pela separação trágica ditada pelo assassinato de Primo de Rivera. A crónica perdida ou não assumida durante gerações começou com um enigmático bilhete encontrado na cela do “ausente”. Tinha simplesmente escrito “Je pense a toi. Love” e estava assinado por uma anónima Elisabeth a partir de Paris. Esta Elisabeth era não só filha de Herbert Asquith, antigo Primeiro Ministro britânico, como pertenceu a uma elite intelectual britânica da qual faziam parte nomes como Virgínia Wolf, Bertrand Russel, T.S.Eliot e Aldous Huxley. Escritora de algum renome casou com um dos Príncipes mais mediáticos da altura, Antoine Bibesco, aristocrata romeno de quem de quem viria a herdar o nome. A paixão por José António terá sido arrebatadora e repentina. Elisabeth escreveu a propósito dessa súbita paixão “ Si a una la viola España, queda embarazada para siempre”. Quando Primo de Rivera é levado para a cadeia e aguarda o célebre julgamento popular que acabaria por ditar o seu assassinato, a Princesa Bibesco tenta mover este mundo e o outro de forma a evitar o que seria inevitável. Com a morte do falangista abandona Espanha e foge da vivencia politica e social que sempre tinha tido. Dedicou o seu último livro a Primo de Rivera. O Prefácio é das declarações de amor mais bonitas que se escreveram.

A José Antonio Primo de Rivera: Te prometí un libro antes de empezarlo. Es tuyo ahora que está acabado. Aquellos a los que amamos mueran para nosotros solo cuando nosotros morimos.
Elizabeth Bibesco, The Romantic, Londres 1940

In El Mundo. Crónica 13/11/2011

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Rocinha and the new wars

Novembro 12, 2011
Rocinha favela Rio de Janeiro 2010

Image via Wikipedia

No Rio de Janeiro vive-se um acontecimento singular. O país em transe espera a tomada da Rocinha, favela emblemática da Cidade Maravilhosa. Um sem número de efectivos policiais e militares preparam uma operação que se quer sem falhas, à laia de Blitzkrieg. É que o Campeonato do Mundo 2012 e logo depois os Jogos Olímpicos assim o exigem. Limpar a cidade dum ponto de vista pragmático. Quase uma legitimação social da intervenção pública. Exigência de uma sociedade cansada de insegurança, que tal como preconizado por JJ Rousseau está pronta a abdicar de alguma parte da sua liberdade para garantir a plena segurança da sociedade. Nos próximos dias o modelo de Estado Policial volta ao Rio de Janeiro. O clima não será muito diferente daquele vivido nos tempos da ditadura militar. Acredito que cientistas sociais por todo o mundo vão escrever inúmeros tratados sobre o sucedido. Eu só lanço uma questão: e se resultar?

Há uma senhora chamada Mary Kaldor que publicou há uns anos uma obra entitulada «New and old wars : organized violence in a global era. ». recomendo vivamente a leitura aos interessados nestas matérias.

A Amazon vende-o aqui.

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Floyd on France

Fevereiro 18, 2010

Acabadinho de chegar via world of books (recycling books on behalf of charity) o velhinho Floyd on France. Para quem não sabe
Keith Floyd é o pai de todos os Jamies que andam por aí. Os episódios dos seus muitos programas eram seguidos religiosamente por
uma seita que vibrava com a perfeição das suas muitas execuções quase sempre ao ar livre e num estado de embriaguez abertamente
assumido.

Esperam-me algumas boas horas de diversão e cozinha pela frente. Vou relatando por aqui.


Jo Nesbo

Dezembro 11, 2009

Entusiasmado pela leitura relâmpago da Triologia Milénio de Stieg Larson, continuei a exploração da nova literatura policial made in Skandinavia. Surgiu por acaso este senhor, Jo Nesbo, num seu livro ainda sem tradução em português chamado «The Redeemer». Se a obra de Larson vive das personagens e do rítmo de acção das mesmas, o livro de Nesbo vive da trama! O enredo do livro é diabólico e leva-nos por um percurso sinuoso até a um final  totalmente inesperado. A sua personagem central,  Harry Hole, está em tudo ao nível dos clássicos detectives da melhor tradição policial. A cidade de Oslo aparece pintada por alguém que conhece bem todos os seus recantos, encantos, virtudes e defeitos, sendo um palco magnifico para o desenvolvimento desta narrativa. Para todos os agarrados à Salander que andem por aí, o best next thing  é Jo Nesbo. Sem qualquer dúvida!


Chebeu, mancarra e cafriel

Março 12, 2009

Por razões académicas ando às voltas com a história e política da Guiné-Bissau. País para já de fascínios mil e ainda não pude sequer lá por os pés. Claro que inevitavelmente os meus estudos tinham que passar por um tema fulcral: a cozinha guineense. Alertado pelo meu muito bom amigo Sá Barbosa para originalidade desta no vastissimo quadro da lusofonia comecei logo uma pesquisa. Para já temos esta recomendação:

terasabicapa 

«Guiné-Bissau tera sabi» é um livro redigido por Fanceni H. Baldé que faz uma antropogia gastronómica dos principais pratos guineenses, retratando a cozinha «Fula», «Manjaca» e «Crioula»… Ainda não o consegui comprar, mas para breve prometo deixar aqui o relato experimentado do livro.


Europa

Janeiro 20, 2009

Para quem si interessa por estas coisas «Postwar, a history of europe since 1945»  retrata de uma forma soberba a evolução deste nosso continente até aos dias de hoje. A escrita e o rítmo da narrativa de Tony Judt é própria da escola inglesa: viciante. Edição de paperback em saldo na maior parte das livrarias online. Cerca de 15 euros. Vale mesmo a pena.

postwar


Um bom livro

Novembro 4, 2008

De volta à Pérsia

ayathola

 

The Ayatollah Begs to Differ: The Paradox of Modern Iran por Hooman Majd. Uma leitura diferente do Irão contemporâneo. Escrita apaixonante através de retratos quotidianos do país de Ahmadinejad. Não só ajuda a entender os Persas, como a própria Revolução Iraniana da década de 70 do Século que passou.


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