Share a wave

Março 29, 2011

Após alguns anos de quase total inactividade voltei este ano ao surf e às lides das ondas. Foi uma bênção que pela exigência física que um inverno no mar representa mas sobretudo pela recompensa espiritual que esta actividade proporciona. Se a paciência é uma virtude fulcral para continuar porque tão depressa a corre bem, e é idílica, como a seguir temos uma sessão de «máquina de lavar» que nos deixa profundamente desmotivados. Quando aceitamos que é assim, entendemos os nossos limites. Percebemos a necessidade de «baby-steps» necessários para a evolução desejada. Passamos a saber ser persistentes e que nem todas as vezes serão boas, mas quando forem serão sempre mágicas. E dentro de toda essa magia há momentos que não se esquecem. Um deles aconteceu comigo este fim-de-semana após fuga ao mau tempo para uma praia perto de Peniche. Ausência de vento, maré perfeita e mar verde, transparente carregado de ondinhas bem simpáticas. Numa esquerda feita à medida, e drop no sítio certo, começa a curva e sinto a presença de alguém à frente na onda. Não estava à espera e vejo o meu enteado a cortar a mesma onda mesmo à minha frente. Os dois de sorriso feito e gritos para o ar. Valeu por tudo a alegria dessa partilha. Esse rasgar da onda a dois é mais saboroso do qualquer manobra com nome esquisito. como dizia alguém o melhor surfista da praia é o que se está a divertir mais. Nessa tarde fomos nós. Sem dúvida alguma.


I surf because…

Dezembro 1, 2010

Porque é que alguém no seu juízo perfeito consegue estar às nove horas da manhã dentro de água, num dia de inverno puro? Não faço ideia, porque ainda por cima a maior parte das vezes é como entrar numa máquina de lavar, tal a «porrada» que se leva, entre correntes continuas e espuma branca…muita espuma branca. Contudo há aquele breve momento mágico, no qual deslizamos por uns breves segundos acima da superficie da água. Segundos em que o tempo estranhamente pára e nos quais ficamos quase que totalmente suspensos de nós mesmos… apenas a disfrutar aquele deslizar…aquele instante. E depois fica esse sorriso de orelha a orelha que compensa todo e qualquer sacrificio que se tenha feito porque se tivemos esse breve prazer… o dia foi…um bom dia!


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