A dieta de South Beach tem sido a minha fórmula de perder e controlar peso nos últimos anos. Antes dela nunca tinha experimentado nenhuma. Não só resulta como abre a porta a uma cozinha diferente, assente na ideia que somos todos diabéticos em potência e que o grande inimigo é o açúcar. Um principio válido que dá lugar a pratos ligeiros, muito ricos em vegetais. Esta tortilha que preparo abaixo é inspirado nesses princípios. Para lá de um ovo, hoje usei pimento, cebola e courgette nas doses apropriadas, claro.
Primeiro é passar por azeite os vegetais,temperando-os com uma pitada de sal e pimenta enquanto à parte o ovo é misturado com um pouco de leite e salsa. Após algum tempo de fritura retire da frigideira os vegetais, deixando o fundo de azeite na mesma. Junte os vegetais ao ovo batido e misture bem. Devolva tudo ao azeite que ficou na frigideira e deixa a tortilha ganhar volume. Vire-a rapidamente e deixe-a ligeiramente ao lume. Pronta a servir e pode ser acompanhada por tomates sherry e queijo tipo quark. Bom apetite!
O Nuno Alves não é um escritor de praia desses que as palavras simpáticas se leêm de dia para ficarem esquecidas de noite. Não. O Nuno (Valério) Alves é um grande escritor desses que a benção das ondas inspira sempre prosas soltas e inquietantes. Lembro-me de, entre outras ondas e outras pranchas, grandes conversas com ele no «muro da Tricana» que nunca me deixavam indiferente. Tive o privilégio de ter sido por certo um dos seus primeiros leitores. Escritos curtos e metáforas intensas que infelizmente não tiveram então a publicação que mereciam. Passados uns anos, que já podemos dizer valentes, reencontrei a sua escrita. Não já no muro da praia das nossas vidas, mas compilados num livro que aqui recomendo vivamente a leitura. Pequenos contos soltos desses cuja leitura se repete com prazer ficando o desejo que outras escritas de outros tempos venham um dia a lume.
Londres está a arder e eu não gosto. Não é punk nem moderno, nem tão pouco chique. O disfarce de protesto já deu lugar à selvajaria visível. Quem por ali passou uma pequena parte da juventude entende a amargura. Quem põe aqueles bairros a arder merece um curral. E por muito tempo mesmo.
Estive lá sim, assim como quase todos. Havia rascas à rasca, claro que sim como sempre houve aliás. Mas depois também havia aqueles mesmo à rasca que pensando bem eramos todos os outros que lá estavam. Um país à rasca devido à gente rasca que por aí vai mandando. Percebeu-se isso. E também que estamos à beirinha de um estado de saturação total. Saturação de tudo e de todos sem sabermos bem de quê. Sabemos é que democracia não é votar de 4 em 4 anos. Sempre pretendeu ser bem mais do que isso. por mais que aqui no burgo uma corja que por aí se instalou pretenda fazer pensar o contrario. Se perdurarem as obras e os aventais, amanhã será irremediavelmente tarde demais.
Senhores e senhoras: «The Vaccines» com uma das melhores do ano! Finalmente o humor a voltar à música com uma letra fabulosa entre grandes acordes. Banda a acompanhar por aqui…for sure!
Porque alguém outro dia fez uma brilhante descrição de cidades espanholas que não barcelona e madrid… vieram-me ao palato sabores por lá vividos. Recriei alguns e destaco aqui uma tapa de lombo de sardinha tomate, pesto e pimento laranja (irresistivel)
Sugiro também um clássico básico e simples mas sempre irrecusável: salada de tomate com alho e queijo (fora outros pequenos temperos) e que é qualquer coisa assim:
Por fim…um robalo recheado com basilico e coentros, tão fácil que coube à minha filha mais nova a finalização
Que outra capital europeia tem o mar plantado à sua beira, com Serras imensas à sua volta, uma temperatura média l fantástica, e Sol não sei quantos dias por ano? Duas margens abundantes em praias fantásticas, atravessadas por um rio único como o Tejo? Quando deixarmos de pensar pequeno vamos perceber o potencial desta cidade e o verdadeiro lugar que merece ter neste velho Continente. Quando finalmente os Antónios Costas se forem daqui, pode ser que haja de novo alguém que perceba que uma obra do Guggenheimn é bem mais importante para a cidade do que contentores envoltos em negócios turvos. É que sinceramente já estou farto de «Zés» e palhaços afins. Saloios sem mundo com vistas demasiado curtas…
Fim de tarde ainda com Sol… Carvão na grelha…e jantar de «churrasco»! Em ano de crise se calhar não sairá com tanta frequência Picanha, cupins e afins… mas outras alternativas há que tentarei partilhar aqui.
Acho que esta semana não resisto e inauguro a época. Entretanto um pequeno vídeo motivacional sobre este tema
E não se esqueçam….«de churrasco em churrasco até ao barbecue final»
Pois é…parece que Deolinda y sus muchachos fizeram despertar por ai uma consciência colectiva. Essa da geração dos enganados para outro adjectivo não empregar. De «Rasca» a sei lá o quê chamaram-nos sempre tudo e fomos sempre os condenados a «viver pior que os pais» sem «reformas garantidas» e sei lá mais quantas profecias da desgraça. Todos sabemos que o nosso futuro já está há muito numa qualquer casa de penhores internacionais duma ruela menos simpática de Londres ou Hamburgo. Há que agradecer aos geniais intelectos que têm pairado na nossa política de há uns anos para cá. É que esses seres abjectos tiveram pelo menso uma qualidade: conseguiram perceber o quanto é fácil burlar esta nossa geração. Basta pintar o céu de cinzento e fazerem-nos contentar com umas nesgas de Sol e tá tudo bem. Haja uns trocos para umas imperias numa esplanada de Verão e que boa que é a vida.
Enquanto perdurar o miserabilismo social nas mentes colectivas desta geração…bem podem as Deolindas cantar que nada vai mudar.
Há uma seita crescente em redor de um novo templo. Das suas portas vai-se espalhando uma mensagem que se dissipa sempre mais forte em ondas hertzianas aceleradas. Parece uma cifra. E realmente é um código secreto para muitos. Basta ver o número crescente de «head-bangers» pela A5, Marginal e estradas circundantes. Não é nome de rádio, pelo menos por cá. Mas é hoje a Rádio que se ouve. O som do momento, como se esse momento alguma vez tivesse passado. Como se alguma vez pudéssemos esquecer os sons das nossas vidas. A música que se segue faz parte da minha banda sonora. E se calhar da vossa. Acreditem que só passa ali. Na 105.4.