Ausente por aqui

Bem…há mesmo muito tempo que não vinha aqui… Acho que definitivamente este vai encerrar e dar lugar a outro novo…

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Salmão em papillote

Cozinhar “en papillote” é um processo é um processo relativamente simples. Principalmente tendo em conta o resultado final de sabores. Aqui um exemplo rápido com um filete de salmão, alho francês, e erva-doce, a envolver numa folha de papel de alumínio. Fundamental a componente liquida a acompanhar a preparação. Um pouco de azeite antes de deitar o salmão, uma noz de manteiga, sumo de laranja e limão. Quantidades a olho. No forno forte pelo menos 15 minutos.

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Disney magic

É a não perder… mesmo com uma censa de sadismo no fim própria da Disney e que enturva os olhos a graudos e miúdos, o que com óculos 3 D não dá jeito nenhum. Tendo por base uma criação da Marvel, o argumento está muito bem desenvolvido e a animação é o que se espera. A minha filha adorou e chorou baba e ranho mas quer ver outra vez. Grande filme de Natal.

 

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Mais uma dose de peru para terminar…

 

Sim é verdade que o Natal já passou e está tudo enfartado de peru e bacalhau. É o que deste ano voltou a sair-me bem e não resisto a publicar a bela da foto do bicho depois de muito trabalhado.

Este foi marinado com tangerina e limão durante um dia e meio. No dia de Natal entrou no forno pelas 09h30 da manhã, devidamente recheado, claro. Ficou lá até às 15h00, o que se justificou pelo peso do bicho. De referir que não houve altas temperaturas no forno (termostato nos 200) e o peito e coxas foram bem protegidos com papel de alumínio até ao momento do topless para o bronze final.

Na mesa agradou e muito e fez-se acompanhar pela batata palha, ervilhas, arroz, além dos vinhos claro. Hoje passado 3 dias a vir à mesa, acaba transformado num pastelão de massa folhada.

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Ah é verdade…parece que a moda entre os aventais negros é o peru desossado e assado depois. Poupavam a trabalheira de retirar um dos componentes principais do sabor da ave cozinhada e serviam bifes de peru…ia dar ao mesmo.

Bicicletas do Rio, ou peixes rei de água doce

Acabadinho de chegar a Cinfães do Douro sou de imediato desviado para um jantar em casa de primos . Entre várias iguarias que subiram à mesa, fiquei-me por uns peixinhos de rio, espécie que desconhecia em absoluto. Aliás, habituado toda a vida a mar salgado, confesso que foi em Cinfães que descobri os predicados gastronómicos  das espécies de água doce. E tudo pelas mãos sobre-dotadas do Paulo “fresquinha”, o responsável por algumas das melhores refeições que tive na vida, sendo esta uma delas.  Estas “bicicletas” do rio, também chamadas peixe rei, além de outras designações que não apanhei, vieram à mesa fritos na perfeição. Ligeiramente apimentados com malagueta, numa perfeita combinação de sabor e textura. Parecia, peixes-voadores na rapidez com que voaram da travessa. Acompanhados como não podia deixar de ser por um nobre  verde-tinto desta região. A fotografia não faz justiça à iguaria mas pode dar uma ideia da mesma.

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Nostalgia de …frango verdadeiramente assado.

Hoje o almoço foi simples. Um frango do campo assado no forno e recheado.. Lentamente num suplicio de quase 2 horas para todos os que sentiam os aromas únicos que preenchiam a casa e o prédio.  Como deve ser. Como era no tempo da nossa meninice. Quando os fornos de assar não tinham dado lugar aos modernos grelhadores a carvão ou similares. Frango assado não é frango na brasa. Frango assado era um espeto a rodar com a gordura a cair. Era um cheiro que se sentia quase a quilómetros de distância. Era uma carne que se bem assada  se desfazia apenas com o garfo. Há cheiros mágicos que se vão perdendo. Este é um deles. E por nossa culpa. Cada vez que nos vendem uma porcaria grelhada e quase carbonizada a passar por frango assado.

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Será que dá Medina no Hawaii

Será que o menino chorão trás o primeiro título mundial de surf para o Brasil? Será Medina a próxima foquinha brasileira? Que o miúdo é bom ninguém duvida. tem muito de Ayrton naquela sua maneira de ganhar. E está a anos luz de outros contenders verde e amarelos. Resta saber se tem estrutura mental para ser campeão do Mundo aos 20 anos igualando um feito do Deus Kelly. Pipeline mais uma vez à beira de ver escrito um capítulo de ouro na história do surf profissional.

Este excelente  artigo da Época traduz bem a razão de toda a atenção em redor do do fenómeno Medina. Milhões de razões para isso, na verdade.

Mednay “Nunca vi tanta gente interessada em surfe. É assustador”. Um assessor de imprensa de uma marca de surfe corria, gritava, pulava. Valia de tudo para tentar organizar um batalhão de jornalistas atrás de um mísero minuto com Gabriel Medina. Era uma manhã do final de outubro e o surfista havia acabado de desembarcar no Brasil para um período de descanso e treino em Maresias (SP), onde mora. Ele vinha de uma derrota em Peniche, etapa do WCT (World Championship Tour, principal categoria do surfe), realizada em Portugal. Poderia ter sido campeão mundial ali, mas saiu da água antes do término da última bateria e a decisão ficou mesmo para as fortes ondas de Pipeline, no Havaí.

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Japão aqui ao lado

O Japão tem sido a inspiração para as últimas aventuras gastronómicas. Ontem foram, num titulo muito avental preto, umas almôndegas aux mirin em ninho de algas, que estavam perto da perfeição. Hoje saiu uma salada de gambas, wakame e sésamo numa receita seguida à letra a partir de um livro de cozinha japonesa. A combinação de texturas e sabores com origem no país do Sol não deixa de me surpreender. O principio da simplicidade de confecção é inversamente proporcional à complexidade dos sabores conseguidos. A descoberta das associações por detrás de cada prato fazem desta cozinha um vício que vai muito para lá dos tradicionais pratos de sushi e sashimi. Estas variantes são apenas a porta de entrada para um universo distinto. Não é fácil porque é sobretudo uma interiorização. A técnica contará sim, mas em segundo plano. Se o que acabo de escrever não é zen, então estou à beira do “Julinho”.

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