Eurozona

“…Germany exports more than 55 percent of its goods to other EU countries, and eight of the top 10 German export markets are in Europe. Though Germany has been able to increase its exports outside of Europe, this cannot fully compensate for decreasing European demand, especially if import markets like China see a slowdown…” (Roland, Daniel in Stratfor)

Esqueçamos por agora a cozinha, a música, os livros e todos aqueles pequenos prazeres que nos vão aguentando num Inverno tão cinzento como este. Segue o rumo da prosa para a malfadada crise que se vai vivendo. Acredito que pagamos quase globalmente, o custo de uma geração rasca de políticos de pouco brio e nenhum talento. Afrouxamos durante algumas gerações nas nossas exigências enquanto cidadãos. Permitimos que o fenómeno do político de plástico vingasse. «Blame it on the media» dirão alguns mas os media foram apenas um canal para a propagação de uma mensagem. Bem fraca por sinal e sobre a qual não tivemos o discernimento de entender que não servia. Entretanto a soberania de Estados foi perigosamente violentada por instituições tão complexas quanto confusas são as cabeças de toda a classe de burocratas e tecnocratas instalada por essa europa fora.
Para onde caminhamos? Parece cada vez mais evidente. Como dizia um antigo professor de matemática, na altura de proceder à distribuição dos testes corrigidos, e virando-se para dois alunos que se tinham entreajudado durante a prova: «quando dois cegos caminham juntos para o precipício, a queda é certa e dolorosa»…Esta ideia de Europa que hoje vivemos devia ser repensada e quiçá refundada, sob pena de se demonstrar no curto prazo o quão utópico pode ser esse ideal-tipo da paz universal Kantiana. É que manifestamente não há Europa sem estados europeus soberanos. As diferenças fazem parte do nosso DNA. Os territórios destes países foram forjados a sangue. Conquistados a golpe de espada. Mantidos a tiro de metralhadora e alterados ao ritmo de bombardeiros. E essa herança não é uma coisa que se apague por «dá cá aquele subsídio». É preciso lembrar que um dos maiores períodos de paz aqui pelo Continente foi garantido não por planos económicos geniais mas e apenas pelo equilíbrio dos misseis balísticos que tão bem caracterizaram o período da Guerra Fria. De facto, quase que concluímos que a tensão entre “Blocos” fez mais pela harmonia na Europa do que não sei quantos anos de Planos de Fomentos Europeus, Políticas agrícolas comuns, e tantas outras artificialidades made in Brussels.

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Autor: Filipe Antolin

Curiosamente à procura de outros pontos.

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