Salmão em papillote

Cozinhar “en papillote” é um processo é um processo relativamente simples. Principalmente tendo em conta o resultado final de sabores. Aqui um exemplo rápido com um filete de salmão, alho francês, e erva-doce, a envolver numa folha de papel de alumínio. Fundamental a componente liquida a acompanhar a preparação. Um pouco de azeite antes de deitar o salmão, uma noz de manteiga, sumo de laranja e limão. Quantidades a olho. No forno forte pelo menos 15 minutos.

papiotesalmao

Anúncios

Mais uma dose de peru para terminar…

 

Sim é verdade que o Natal já passou e está tudo enfartado de peru e bacalhau. É o que deste ano voltou a sair-me bem e não resisto a publicar a bela da foto do bicho depois de muito trabalhado.

Este foi marinado com tangerina e limão durante um dia e meio. No dia de Natal entrou no forno pelas 09h30 da manhã, devidamente recheado, claro. Ficou lá até às 15h00, o que se justificou pelo peso do bicho. De referir que não houve altas temperaturas no forno (termostato nos 200) e o peito e coxas foram bem protegidos com papel de alumínio até ao momento do topless para o bronze final.

Na mesa agradou e muito e fez-se acompanhar pela batata palha, ervilhas, arroz, além dos vinhos claro. Hoje passado 3 dias a vir à mesa, acaba transformado num pastelão de massa folhada.

IMG_20141225_151742

 

 

 

 

 

 

 

Ah é verdade…parece que a moda entre os aventais negros é o peru desossado e assado depois. Poupavam a trabalheira de retirar um dos componentes principais do sabor da ave cozinhada e serviam bifes de peru…ia dar ao mesmo.

Bicicletas do Rio, ou peixes rei de água doce

Acabadinho de chegar a Cinfães do Douro sou de imediato desviado para um jantar em casa de primos . Entre várias iguarias que subiram à mesa, fiquei-me por uns peixinhos de rio, espécie que desconhecia em absoluto. Aliás, habituado toda a vida a mar salgado, confesso que foi em Cinfães que descobri os predicados gastronómicos  das espécies de água doce. E tudo pelas mãos sobre-dotadas do Paulo “fresquinha”, o responsável por algumas das melhores refeições que tive na vida, sendo esta uma delas.  Estas “bicicletas” do rio, também chamadas peixe rei, além de outras designações que não apanhei, vieram à mesa fritos na perfeição. Ligeiramente apimentados com malagueta, numa perfeita combinação de sabor e textura. Parecia, peixes-voadores na rapidez com que voaram da travessa. Acompanhados como não podia deixar de ser por um nobre  verde-tinto desta região. A fotografia não faz justiça à iguaria mas pode dar uma ideia da mesma.

IMG_20141219_212522

Nostalgia de …frango verdadeiramente assado.

Hoje o almoço foi simples. Um frango do campo assado no forno e recheado.. Lentamente num suplicio de quase 2 horas para todos os que sentiam os aromas únicos que preenchiam a casa e o prédio.  Como deve ser. Como era no tempo da nossa meninice. Quando os fornos de assar não tinham dado lugar aos modernos grelhadores a carvão ou similares. Frango assado não é frango na brasa. Frango assado era um espeto a rodar com a gordura a cair. Era um cheiro que se sentia quase a quilómetros de distância. Era uma carne que se bem assada  se desfazia apenas com o garfo. Há cheiros mágicos que se vão perdendo. Este é um deles. E por nossa culpa. Cada vez que nos vendem uma porcaria grelhada e quase carbonizada a passar por frango assado.

IMG_20141214_153523

 

 

 

 

 

 

Japão aqui ao lado

O Japão tem sido a inspiração para as últimas aventuras gastronómicas. Ontem foram, num titulo muito avental preto, umas almôndegas aux mirin em ninho de algas, que estavam perto da perfeição. Hoje saiu uma salada de gambas, wakame e sésamo numa receita seguida à letra a partir de um livro de cozinha japonesa. A combinação de texturas e sabores com origem no país do Sol não deixa de me surpreender. O principio da simplicidade de confecção é inversamente proporcional à complexidade dos sabores conseguidos. A descoberta das associações por detrás de cada prato fazem desta cozinha um vício que vai muito para lá dos tradicionais pratos de sushi e sashimi. Estas variantes são apenas a porta de entrada para um universo distinto. Não é fácil porque é sobretudo uma interiorização. A técnica contará sim, mas em segundo plano. Se o que acabo de escrever não é zen, então estou à beira do “Julinho”.

salad_wakame

Boas inspirações gastronómicas

Porque o El Corte Inglés também é cozinha, uma área de sugestões de receitas muito bem organizada. Vale a visita

Muito bem concebida a área de receitas do El Corte Ingles. Vale a pena clicar. Bem escolhidos os pratos e tudo explicadinho preto no branco.

http://www.apetece.elcorteingles.pt/category/receitas/eci_receitas

Grandes Vinhos

adega-das-mouras-logoOs vinhos mais agradáveis e despretensiosos que tenho bebido nos últimos anos, têm como denominador comum uma casa chamada Adega das Mouras de Arraiolos. Fazem-se belos néctares de uva por ali. Afirmo eu sem qualquer receio do contraditório. Prima esta empresa por misturas com mestria castas tão diferentes como Syrah, Aragones, Trincadeira, Pinot Noir, entre outras tantas nacionais e estrangeiras. Instalada numa área de implantação de 330 hectares, a adega produz já 3 mil toneladas de uva por ano, destinadas em exclusivo à produção vínica.

Contudo o mais interessante é o sabor do vinho no copo. Todos os que provei até agora ficaram longe de desiludir. São vinhos alegres, que se deixam beber muito bem, especialmente se o alimento que acompanhe ajude também ao momento. A genialidade do enólogo Jaime Quendera está presente, e é prova que o homem não sabe fazer maus vinhos. Nem que tente.

Os vinhos da Adega das Mouras de Arraiolos estão disponíveis o na cadeia Aldi, minipreço e julgo que Pingo Doce. Com preços entre os 2 e os 4 euros, é um investimento de prova imperdível.
Provem quando tiverem oportunidade e deixem-me aqui umas linhas sobre a vossa experiencia. Estou curioso em perceber se sou só eu, ou se de facto os vinhos estão assim tão pertinho da perfeição.

Curioso estou em provar isto. Promete, não?

bellebull

Breve história de um ensopado de borrego

2014-11-30 20.27.49A história deste ensopado foi simples. Chegou a casa num dia de Domingo e do almoço não passou. Tratava-se de uma peça de grande qualidade de proveniência alentejana confirmada, assim como o pão porque estes pratos exigem paridade no que toca à origem dos ingredientes principais. Teve em recipiente de barro o tempo certo de forno, garantindo-se aquela textura mágica que certifica a mestria de quem o preparou. Acompanhou-se com um tinto de Arraiolos da herdade das Mouras. A bom preço e de grande paladar.

Receita mais que portuguesa, assente em ingredientes simples, sem complexidades. Fiquei a pensar nas estrelas que, como se não bastasse a troika, vêm de fora nos impingir. A esse gajedo de Bruxelas, Estrasburgo e afins ainda o povo luso lhes tem muito para ensinar em termos de boa comida e boa mesa. Que por alguma razão somos latinos e do sul. Haja orgulho.

Philips Soup Maker- a nova sopeira

transferir

 Não sou dado a gadgets na cozinha. Anti-bimby confesso embora entenda que para certas pessoas os robots de cozinha surjam como uma muleta preciosa. Um pouco nesse sentido, adquiri recentemente um auxiliar eletronico, no caso uma máquina de sopas da Philips…a Soup Maker entrou em cena para encarregar-se da rotina diário de cozer e misturar legumes com água. Ajuda a manter livre um bico de fogão e poupa à limpeza alguns utensílios.

E a avaliação? Positiva até agora…quer no ponto que os programas permitem quer na autonomia de operação da mesma. Ganham também as sopas. É que destinando-se a máquina à produção de doses suficientes para uma refeição ( 4 a 5 adultos), a cozedura é mais concentrada, e os sabores de alguma forma intensificam-se. Entre um creme de abóbora ou uma canja, dá para tudo. Inicialmente temos que perceber os limites de liquido para o ponto pretendido, mas rapidamente chegamos lá. Recomendo a sopeira eléctrica, principalmente para as sopas do dia a dia. Outras mais requintadas são sempre um prato à parte. E para essas a arte deve ser outra.