Heavy Metal rules!

Uma pequena divagação para lembrar uma grande banda que nunca teve a projecção que mereceu. Muito na linha dos Iron Maiden, apresentavam uma sonoridade metalica clássica. Grandes riffs e refrões épicos. Para headbangers, claro.

Anúncios

Bruce Springsteen we’re gonna give you another chance

E novamente aqui aparece o Springsteen. Inevitável. Uma música para cada momento, como se estivesse ali dentro do carro connosco. Cada letra como se fosse nossa. Num tempo de pop alucinado e impessoal, o último trovador do rock puro dá-nos poemas e musicas para cada estação da vida. Nunca se rendeu. Nunca se vendeu. Insiste na utopia e no sonho de fazer coisas reais melhores do que são através de versos e trovas. Na legião de fãs que lhe é fiel são muitos os sorrisos cúmplices que acompanham cada um dos seus clássicos. Mesmo os mais modernos que surgem de repente e vão encontrando o seu espaço nas playlist perpétuas que fazem a sua obra. Que ande por aqui muitos e bons anos. Energia não lhe falta. Inspiração também parece que não.

Dois clássicos, um moderno, outro antigo:

«Estes lobos ‘tão cheios…»

Canta o Duda, hoje artisticamente «Tranquilo». Oiço. Gosto sempre das suas rimas,  pensadas e acutilantes.  Penso se a sua música passa na Assembleia da Republica. Quantos deputados o ouvem? Mesmo os da pretensa nova geração parlamentar? Imagino que poucos. Muito poucos mesmo. Quantos políticos engavetados sabem o que cantam as novas gerações nas ruas? Quantos conhecem os seus sonhos, receios, esperanças, lamentos? Não falo dos lugares comuns da esquerda, como o «desemprego,  educação,  emigração, e todos os outros «aõs» que parecem excitar bloquistas e comunistas. Falo do sentimento de saturação crescente face à incapacidade de sucessivas vagas de políticos em fazerem bem as coisas. Acertarem uma vez que fosse. O velho discurso  do funcionário público  malandro,  da economia refém da situação periférica e da crise internacional, entre tantos outros chavões deixou de colar. Há um vazio perigoso. Um vazio que não consegue contraria a ideia que os «Lobos estão cheios». Contrariar o pessimismo instalado. Contrariar o sentimento perigosamente emergente que a democracia falhou. Espero que para lá de concertações políticas para palcos externos, não se esqueça aquele plateau primeiro que tudo determina: o raio do país real.

Corazones de Rock

Quando uma guitarra e uma bateria se juntam num ritmo rápido e directo, acompanhadas por um refrão que faz sentido, em especial na voz de um vocalista que vive para morrer a cantar, então temos Rock! Rock puro, som genuíno, carregado de melodias e poemas prontos para mudarem o mundo ou pelo menos alegrar-nos o dia. «La Fuga» são umas dessas bandas evangelizadoras que se deviam escutar mais aqui pelo rectângulo. Baladas sinceras a combinarem estilos musicais entre metal, rock e flamengo. Tudo personificado numa voz carregada de personalidade e numa entrega ao vivo absolutamente louvável. A ouvir alto e muitas vezes.

The Boss is coming to town!

Bruce Springsteen, Drammenshallen, Norway
Image via Wikipedia

Foi há dezanove anos. Caramba como se tivesse sido ontem. O grande estádio de Alvalade tornou-se pequeno para mim, fanático confesso de Springsteen desde o momento que o ouvi  pela primeira vez. Passados quase 20 anos é como se tivesse sido ontem. Em tudo. Ainda me lembro de fazer a Marginal no carro do Nuno Amaral com o «cantante» a rasgar alto todas as notas da E Street Band  que uma k7 de 90 minutos podia conter. Memorável como aquele grande amor que fica para a vida.  Thunder Road, Candy’s Room, e tantas outras. Ali. Ao vivo. Na voz do homem que nunca defraudou nem nunca se vendeu. Sempre igual a si mesmo. Hoje corri de manhã para a FNAC num regresso à adolescencia pura. Estavamos alguns em fila. Percebia-se pelo nervosismo em ter na mão o bilhete. Não fosse mesmo dar para o torto e esgotar. Agora é aguentar até dia 03 de Junho. eu vou lá estar.  Bruce Springsteen we’re gonna give you another chance!

Enhanced by Zemanta

Domingo e o génio do Leo Cavalcanti

Manhã de Domingo a estudar e com banda sonora aleatória pelo you tube. De repente surge este tal de Leo Cavalcanti e pára tudo. Este tipo ou é genial ou uma farsa grande. Senhor de uma voz única que prende pelo timbre e personalidade com que intrepreta cada canção. Depois é a riqueza de cada composição a lembrar outros sons da mpb mas tudo numa mescla perfeita e progressiva.

O melhor é ouvirem:

105.4

Há uma seita crescente em redor de um novo templo. Das suas portas vai-se espalhando uma mensagem que se dissipa sempre mais forte em ondas hertzianas aceleradas. Parece uma cifra. E realmente é um código secreto para muitos. Basta ver o número crescente de «head-bangers» pela A5, Marginal e estradas circundantes. Não é nome de rádio, pelo menos por cá. Mas é hoje a Rádio que se ouve. O som do momento, como se esse momento alguma vez tivesse passado. Como se alguma vez pudéssemos esquecer os sons das nossas vidas. A música que se segue faz parte da minha banda sonora. E se calhar da vossa. Acreditem que só passa ali. Na 105.4.

Para no ver el final

Claro que deslocação a Espanha significa sempre música nova. Desta vez os M Clan e o seu último trabalho: «Para no ver el final». E é mesmo isso. Um disco tão bom que marca um daqueles finais que não queremos mesmo ver acontecer. Assumidamente uma homenagem a todas as influências musicais entre o rock e os blues que a banda teve, marca ao mesmo tempo um assumir sem complexos de um estilo próprio. Sem experimentalismos é puro rock, assumido e frontal. E depois há a voz de Carlos Tarque e a guitarra de Ricardo Ruipérez… razões que mais suficientes para atestar a unicidade desta banda.  Dos temas mais duros aos blues mais puros é um disco a reter para ouvir e ouvir em toda a sinceridade dos seus poemas e melodias.

“Para no ver el final” es un disco clásico, de los que pincharás hasta que se rompa el disco, de los que te llevarás siempre en tu ipod, y de los que recomendarás solo a tus mejores amigos»

 

E em jeito de história, a primeira vez que os ouvi foi com o tema que segue: uma fabulosa versão de Maggie May ou Vamos Maggie despierta!