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«O Rititi é um blogue pessoalíssimo, que não dá explicações a ninguém, que não tem vocação de nada e que se está a cagar, em geral, para o que pensem os outros.»

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É dos poucos blogues que sigo. Confesso mesmo alguma dependência. Rita Barata Silvério é das escritas mais poderosas da nova literatura nacional. Não sabe ser chata. Escreve a duzentos. Irreverente uns dias, noutros contemplativa. Deve ter uma grande pancada naquela tola. Adorava tê-la numa das minhas mesas de tapas.

Fígado cá!

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A pretexto de um arroz de pato vimo-nos com dois belissimos fígados da ave, cortesia do talhante para que a dita acusa-se um pouco mais de peso na balança. Aproveitou-se para repetir uma experiência passada, desta vez com maior sucesso.

Cortou-se uma cebola roxa de Cinfães do Douro que fritou depois em manteiga. Tudo temperado com sal e ervas. Noutra frigideira grelharam-se levemente os fígados (queremos aquele ponto em que o miolo fica avermelhado no final) temperados com um pouco de sal grosso. Quando a cebola (ou se preferirem e tiverem acesso as chalotas) está naquele ponto de transparência que já não oferece resistencia ao leve corte com um garfo, juntam-se os fígados e acrescenta-se cebolinho (cortado, óbviamente). Umas voltas depois vai tudo directamente para a picadora.

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Uma a duas colheres de nata espesa em cima e premir o “on” da máquina até triturar tudo. Obtem-se uma pasta (pasta, pâté, percebem a ligação?). Siga para uma taça de vidro ou outro recipiente que não plástico. Frio com ele durante pelo menos 3 horas ( a espera compensa). Deliciem-se com o preparado, que connosco foi barrado em fatias finas de pão de milho (não, não era broa).

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“Pâté” is a French word which means a mixture of minced meat and fat. Pâté is a form of spreadable paste,It is generally made from finely ground or chunky mixture of meats and liver, and often with additional fat, vegetables, herbs, spices or wine.


In French or Belgian cuisine, pâté may be baked in a crust as pie or loaf, in which case it is called pâté en croûte or baked in a terrine (or other mold), in which case it is known as pâté en terrine. Traditionally, a forcemeat mixture cooked and served in a terrine is called a terrine. The most famous pâté is probably pâté de foie gras, made from the fattened livers of geese. Foie gras entier is plain goose liver cooked and sliced, not made into pâté. In Holland, Finnland, Germany, Hungary, Sweden and Austria, some liver pâtés are shaped as a soft, often spreadeble sausage, called leverworst (Dutch) or Leberwurst (German). In the United States these are sometimes called “liverwurst” (mixing English and German), or Braunschweiger. Some liverwurst can be sliced. In the US, sliced liverwurst is used as a sandwich filler. Others are spreadable as most French or Belgian pâté; these types are more popular in England.

In Scandinavia, leverpostej is a baked pâté similar to the French pâté en terrine, usually made of pork meat and liver. According to Danish opinion, it is the most popular cold cut in Danmark.

In Russia and Ukraine, the dish is mostly prepared with liver and thus is commonly known as печеночный паштет (Russian, pechonachniy pashtet), however other meats also can be used. Unlike the Western European method the liver is first boiled and mixed with butter and/or fat and seasoning, such as fresh or fried onion, spices and herbs. It can be further cooked (usually baked), but most often is used without any other preparation. The pâté is served on bread, often with dill or other fresh herbs.

Reviver a América

stars and stripes

«I spent most of my life as a musician measuring the distance between the American dream and American reality. For many Americans who are today losing their jobs, their homes, seeing their retirement funds disappear, who have no health care, or who have been abandoned in our inner cities, the distance between that dream and their reality has never been greater or more painful.» (Bruce Springsteen comments from the stage at cleveland’s vote for change rally with Obama)

Compreender a América hoje é voltar no tempo a temas clássicos da obra de Springsteen.  Vale a pena ouvir de novo ( e principalmente ler de novo) três álbuns marcantes do final dos anos 70 e início dos 80: «Darkness on the edge of town», «The River» e «Nebraska». Com sonoridades diferentes, estes álbuns têm na visita à américa profunda um tema comum. Do grito de revolta em «Badlands», ao desespero de «Point Blank» e à  consternação sentida em «Atlantic City» estão lá os retratos de um país em plena crise social e económica. Nas letras de Springsteen percebe-se o sonho americano adiado, fora do alcance de milhões, que vivem numa espécie de limbo, à deriva, sem amanhã. É a américa do pós-Vietnam, dos «trailer-parks», da crise imobiliária, do desemprego em massa, da indústria em queda e o consequente fecho de milhares de fábricas. O tema «The River» simboliza de uma forma absoluta todo esse estado de alma de uma nação que agoniza. O paralelismo com a América contemporânea é total.  «The Rising» não surge por acaso como tema de apresentação de Barack Obama. E «We Shall Overcome» será provavelmente o álbum de inspiração para este mandato.

 

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Um bom livro

De volta à Pérsia

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The Ayatollah Begs to Differ: The Paradox of Modern Iran por Hooman Majd. Uma leitura diferente do Irão contemporâneo. Escrita apaixonante através de retratos quotidianos do país de Ahmadinejad. Não só ajuda a entender os Persas, como a própria Revolução Iraniana da década de 70 do Século que passou.

Almoço de Sábado

Herança turca, raramente disponível aqui no burgo.

Pastrami numa sandwich com alface, rodelas de pepino, cogumelos e mayonese.  Delicioso, fresco e leve. O Pingo Doce voltou a vender e não está nada mal. Não tem o corte nova-iorquino, é certo. Mas podia ser pior. Já o vi por cá, em muito boa casa, cortado à laia de bife.

« Pastrami is a popular delicatessen meat made from lean red meat, chiefly brisket. The raw meat is salted (through immersion in a thick brine), then partly dried, seasoned with various herbs and spices (such as garlic, coriander, black pepper, paprika, cloves, allspice, mustard seed, and others depending on the specific recipe), and smoked. In Canada and the United States, pastrami is made from beef and the meat is kept hot on a steam table before slicing for serving.

Both the dish and the word were brought to the United States with a wave of the Jewish immigration from Bessarabia and Romania in the second half of the 19th century; it is a signature dish of the local Jewish cuisine of these regions. The word, however, as used in Yiddish and various languages of the Balkans (e.g. Romanian pastramă), which entered the Russian language as pastromá, is likely of Turkish origin, spread during the period of the Ottoman domination of the region.

The authoritative dictionary of gastronomic terminology of the Yiddish language (by Dr. M. Schaechter) and the official etymological dictionary of the Romanian language, the Dicţionarul explicativ al limbii române, derive the term from Turkish pastırma. Indeed the ancient Turkish word for it is “basturma” (which means “pressed”) from which the words pastırma and pastrami have been derived.

One legend recounts that Turkic horsemen of Central Asia used to preserve meat by placing slabs of it in the pockets on the sides of their saddles, where it would be pressed by their legs as they rode.

Early references in English spelled “pastrama”, while its current form is associated with a Jewish store selling “pastrami” in New York City in 1887. It is likely that this spelling was introduced to sound related to the Italian salami. »